Textos





O ESPAÇO DA ARTE

Arte não se compra, se aprecia.

Arte não se olha, se apropria.

O tempo da arte é Um, é lento.

O tempo da compra é outro, é veloz.

O templo do consumo é o shopping.

O espaço da arte é o sentimento.

José Augusto Silveira, 2014


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Fitoforma de Fato

A vida como fato se fitoforma em sua diversidade, se autofita em vistas e fitas coloridas, de verdes que se avermelham de vermelho carmim de sangue , transubstancializando-se em seiva revitalizante fitoformadora da vida.





O Grumo

Grumos, somos nós seres grumosos, complexados e eternamente insatisfeitos de sermos apenas grumos e não deuses. Criamos, então, para suprir nossas carências e infinita angústia, deuses transgrumosos alguns monstruosos e outros semelhantes à nós mesmos.




A Dança dos Sóis

Sois sóis a luz dançante e vivificante dos vazios do mundo como do mundo da própria vida.

Visibilidades fulgurantes, calóricas, efervescentes que tudo transmutam eternamente criando os lugares e as coisas. Sóis que também incendeiam destruindo o feito para que, desfeito, seja de suas cinzas novamente refeito. 


 

O Início

Existia o que, antes da luz? Antes da cor, o que existia? O que existia antes da forma, do dito e do não dito? E, finalmente, antes da própria existência, o que existia?

Não, não creio saber responder a esse enigma em sua plena racionalidade. No entanto, creio fortemente que a existência existe, sempre existiu e sempre existirá.




Cosmogênese

Cosmovisão de um cosmos ainda não dito. Visão dita de um cosmos apenas imaginado no seu sonhado início , sinuosamente colorido, prenunciando sua própria existência, agora já pensada, agora já dita e agora também vivida.


Fonte: José Augusto Silveira - O Dito e o Visto: Ode à Criação Libertária

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Arte não se compra, se aprecia.
Arte não se olha, se apropria.
O tempo da arte é Um, é lento.
O tempo da compra é outro, é veloz.
O templo do consumo é o shopping.
O espaço da arte é o sentimento.

José Augusto Silveira

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